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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Brasil tem 21,4% de hipertensos, diz Pesquisa Nacional de Saúde, do IBGE
Agentes do IBGE visitaram 81.767 casas em todos os estados brasileiros.
Pela primeira vez, pesquisa de saúde em âmbito nacional coletou exames.
Mariana Lenharo Do G1, em São Paulo
No Brasil, 21,4% das pessoas com mais de 18 anos já foram diagnosticadas com hipertensão; 12,5% tiveram colesterol alto identificado por um médico e 6,2% receberam diagnóstico de diabetes. Problemas crônicos na coluna atingiram 18,5% dos adultos brasileiros e a depressão foi identificada em 7,6%. Ainda assim, 66,1% da população avalia sua própria saúde como boa ou muito boa.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 (PNS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da primeira pesquisa de saúde em âmbito nacional a coletar amostras de sangue e de urina da população entrevistada, o que confere mais precisão aos resultados. Pesquisas nacionais feitas anteriormente dependiam exclusivamente do relato do entrevistado sobre seus problemas de saúde (leia mais abaixo).
Nesta quarta-feira (10), o instituto divulgou a primeira leva de resultados obtidos a partir da coleta feita no segundo semestre de 2013. Foram visitadas 81.767 casas em todos os estados brasileiros, entre as quais 62.986 aceitaram responder ao questionário do IBGE. Enquanto todos os entrevistados tiveram peso, altura, circunferência da cintura e pressão arterial medidas, 25% desse conjunto realizaram também os exames de sangue e urina.
Saúde dos brasileiros:

- 21,4% têm hipertensão

- 6,2% têm diabetes

- 12,5% têm colesterol alto

- 4,2% têm doença cardiovascular

- 1,5% tiveram AVC

- 18,5% têm problema de coluna

- 7,6% têm depressão

- 1,8% tiveram câncer

Nesta primeira etapa de divulgação dos dados, ainda não foram levados em conta os resultados dos exames de sangue e urina, apenas o relato dos entrevistados.
‘Falsos saudáveis’
Para o médico Carlos Costa Magalhães, diretor de promoção da saúde cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, os dados da pesquisa mostram que as doenças crônicas estão cada vez mais presentes para a saúde do brasileiro. “No início do século 20, as doenças infectoparasitárias eram a maior causa de mortalidade. Depois, houve um aumento da urbanização, mudando o perfil de risco para as doenças cardiovasculares, nos dias atuais.”
O fato de a maioria da população se considerar saudável, apesar dos índices significativos de hipertensão e diabetes, por exemplo, está ligado à ausência de sintomas relacionadas a essas condições. “Os fatores de risco cardiovascular, como pressão alta e colesterol alto, tem poucas chances de dar sintomas. Diabetes do tipo 2 só passa a apresentar sintomas a partir de um certo nível de glicose. Até a obesidade, apesar de visível, não é vista como um risco”, diz Magalhães.
Hábitos dos brasileiros:

- 37,3% comem 5 porções diárias de frutas e hortaliças

- 23,4% bebem refrigerante 5 vezes por semana ou mais

- 21,7% comem doce 5 vezes por semana ou mais

- 37,2% comem carne ou frango com excesso de gordura

- 24% bebe álcool ao menos uma vez por semana

- 15% fumam

- 46% não fazem exercícios suficientes

- 28,9% passam ao menos 3 horas por dia em frente à TV
O médico alerta que justamente por causa da falta de sintomas é preciso se submeter a exames médicos periódicos como prevenção. “Não precisa ser um cardiologista, pode ser um clínico geral, ou uma ginecologista no caso das mulheres, que faça a medida de pressão, do colesterol, da glicose, que avalie o peso. São medidas para ver se a pessoa é realmente saudável ou não.”
Saúde x estilo de vida
A PNS também coletou informações sobre o estilo de vida dos brasileiros que revelaram hábitos nada saudáveis. Apenas 37,3% dos adultos relatou consumir cinco porções diárias de frutas e hortaliças, quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Beber refrigerante em pelo menos cinco dias da semana é um hábito de 23,4% dos brasileiros. O consumo frequente de doces foi relatado por 21,7% das pessoas. O consumo de carne ou frango com excesso de gordura foi relatado por 37,2%.
Uma parcela grande dos brasileiros também não faz exercícios o suficiente: 46% dos entrevistados foram considerados insuficientemente ativos. Além disso, 28,9% das pessoas dizem assistir 3 horas ou mais de televisão por dia.
“A informação de que existe uma grande faixa da população sedentária é muito importante. O grupo de pessoas que passa a fazer atividade física com mais frequência facilita o controle da hipertensão arterial. Algumas mudanças simples como redução no sal, no peso e prática de exercícios físicos pode ser suficiente para manter um hipertenso tratado sem medicamentos”, diz Magalhães.
A falta de exercícios e o tempo passado em frente à TV também aparecem como fatores de risco para um problema frequente na população: as dores na coluna. Segundo a pesquisa, 18,5% dos brasileiros sofrem de problemas crônicos na coluna.
O ortopedista Rogério Vidal de Lima, membro da sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot), observa que quem faz atividade física tem uma incidência menor de dores nas costas. “Muitas vezes a pessoa fica 3 horas sentada em frente à TV em uma postura ruim, e acaba adquirindo alguma dor.”
Outras pesquisas nacionais de saúde
Pesquisas nacionais sobre a saúde da população feitas anteriormente não coletavam amostras para exames. É o caso da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que abordou o tema da saúde em 1998, 2003 e 2008 e também do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), feito anualmente desde 2006.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Nos países em desenvolvimento, a obesidade aumentou quatro vezes em três décadas

Um relatório publicado no início do mês, na Grã Bretanha, realizado pelo Overseas Development Institute, mostra que o número de adultos com peso acima do ideal, subiu quatro vezes nas últimas três décadas em países em desenvolvimento. O número assusta: quase um bilhão de pessoas que vivem em países como China, Índia, Indonésia, Egito e Brasil estão acima do peso. Na América Latina, nos anos 1980, o índice de pessoas acima do peso era 30%. Passados 28 anos, o índice está em 60%.




 
A consequência, segundo o relatório, deve ser um aumento significativo em casos de doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo, à medida que os hábitos alimentares no mundo em desenvolvimento se aproximam dos padrões de países desenvolvidos, com mais consumo de açúcar, gordura animal e alimentos industrializados na dieta.
 
 
Obesidade globalizada
Globalmente, o percentual de adultos que apresentavam sobrepeso ou obesidade - que têm um Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 25 - cresceu de 23% para 34% entre 1980 e 2008. Em números absolutos, isso representa um crescimento de 250 milhões de pessoas em 1980 para 904 milhões em 2008.
A maior parte deste aumento foi visto no mundo em desenvolvimento, especialmente nos países onde os rendimentos da população cresceram, como o Egito e México.
O relatório do ODI diz que a composição das dietas nestes países mudou de cereais e grãos para o consumo de mais gorduras, açúcar, óleos e produtos de origem animal.
Isso se compara a 557 milhões em países de alta renda. No mesmo período, a população mundial quase dobrou.
Ao mesmo tempo, no entanto, a subnutrição é ainda reconhecida como um problema para centenas de milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento, particularmente as crianças.
As regiões do Norte da África, Oriente Médio e América Latina apresentaram grandes aumentos nas taxas de sobrepeso e obesidade, para cerca de 58% da população geral, um nível em pé de igualdade com a Europa.
Enquanto a América do Norte ainda tem o maior percentual de adultos com excesso de peso, 70%, regiões como a Austrália e sul da América Latina não ficam muito atrás, com 63%.
O maior crescimento em pessoas com sobrepeso ocorreu no sul da Ásia oriental, onde a percentagem triplicou a partir de um ponto de partida mais baixo, de 7%, para 22%.
Entre os países, o relatório descobriu que a taxa de sobrepeso e obesidade quase dobrou na China e no México, e aumentou em um terço na África do Sul desde 1980.
Muitos países do Oriente Médio também registraram um alto percentual de adultos com excesso de peso.
Publicidade, influências da mídia
Um dos autores do relatório, Steve Wiggins, apontou para várias razões explicando os aumentos. Com renda mais alta, as pessoas têm a possibilidade de escolher o alimento que eles querem. Mudanças no estilo de vida, o aumento da disponibilidade de alimentos processados, publicidade, influências da mídia... tudo isso levou a mudanças na dieta, adverte.
Wiggins vê o fenômeno especialmente em economias emergentes, onde uma maior classe média vive em centros urbanos e faz pouco exercício físico.
O resultado, diz ele, é uma explosão de sobrepeso e obesidade nos últimos 30 anos, o que poderia levar a sérias implicações para a saúde.
O estudo cita países que conseguiram evitar aumentos da obesidade graças à valorização de dietas tradicionais à base de cereais e vegetais, como Peru e Coreia do Sul.
Fonte: G1 E ABESO

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

ONU ALERTA SOBRE IMPACTO DE PRODUTOS QUÍMICOS DO DIA A DIA

Utilidade Pública


Componentes químicos artificiais presentes no nosso dia a dia podem ter um impacto significativo no sistema hormonal, favorecendo o desenvolvimento de doenças, problemas de fertilidade e males congênitos, informa um estudo da ONU.

O estudo diz que o número de químicos EDCs - químicos com efeitos endocrinológicos, na sigla em inglês - aumentou "dramaticamente" entre 2000 e 2012, e muitos não são testados quanto a seus efeitos na saúde humana e na vida selvagem.

Eles incluem aditivos em embalagens, bens de consumo (eletrônicos, móveis, produtos de limpeza), produtos de cuidados pessoais (xampus, cremes, sabão) e farmacêuticos.

"Humanos estão expostos a EDCs por diversas formas, incluindo ingestão de comida, poeira, água, inalação e pela pele", aponta o relatório, feito em parceria da Organização Mundial da Saúde e a agência da ONU para o meio ambiente (Unep).

"Esses químicos vêm de fontes variadas, entram no meio ambiente durante a produção, o uso ou a eliminação de químicos e produtos e provocam diferentes efeitos."

O problema, diz o relatório, é que ainda há poucos dados sobre como esses EDCs são produzidos e onde são colocados. Também faltam estudos detalhados sobre seus efeitos no sistema hormonal e sua relação com doenças específicas.

O que se acredita é que a exposição a muitos desses químicos pode estar ligada a casos de câncer de mama, tireoide e próstata, deformações em bebês, hiperatividade em crianças, diabetes, asma, obesidade, males de Alzheimer e Parkinson, derrames e queda de fertilidade.

Crianças podem entrar em contato com EDCs no ventre da mãe ou na infância, colocando coisas na boca.

 Entre os produtos químicos que, segundo a ONU, podem alterar o sistema hormonal estão ftalatos (usados em plásticos maleáveis e na produção de brinquedos, perfumes e farmacêuticos, inclusive desodorantes); bisfenol A (também chamado BPA, substância usada para endurecer plásticos e encontrada em embalagens de bebidas e alimentos).

O relatório diz também que níveis relativamente altos de bisfenil policlorado já foram encontrados em atuns coletados na costa do Brasil; o componente é um dos fatores de risco para câncer de mama.

Por enquanto, são poucos os países - EUA, Canadá e algumas nações europeias - que baniram o uso de alguns EDCs, especialmente em itens usados por crianças.
O relatório da ONU também levanta preocupações quanto ao impacto ambiental dos EDCs.

No Alasca (EUA), a exposição a alguns químicos pode ter contribuído para defeitos reprodutivos, infertilidade e má-formação em algumas populações de veados, lontras e leões marinhos por estarem em contato com químicos presentes em pesticidas.
"Uma vez que um EDC entra no corpo de um (animal) invertebrado, um peixe, ave ou mamífero através da água ou da comida, o químico pode ser transportado a diferentes tecidos, onde pode ser metabolizado, excretado ou armazenado", aponta o estudo.
             Informativo volume 12 – Edição 09/25/02/2013

             Fonte: BBC/Brasil
 

ANÁLISE SWOT NA SAÚDE

  ANÁLISE SWOT NA SAÚDE  Transferindo essa ferramenta utilizada por empresas, para a sua saúde!! Então vamos lá!! AMBIENTE INTERNO FORÇAS  A...